A conquista da sede olímpica de 2016
promete melhores ares para o ciclismo em pista nacional. E os
sinais de que a modalidade renasce estão aparecendo. Depois de um
ano vazio, o Velódromo do Rio, na Barra, foi reaberto em novembro
às provas da modalidade para a realização do Campeonato Brasileiro
e pela primeira vez, uma equipe nacional disputou uma etapa da Copa
do Mundo de pista em março na cidade de Manchester,
Inglaterra.
O projeto olímpico começou. A
Confederação Brasileira de Ciclismo (CBC) está de olho nos atletas
abaixo de 18 anos. Eles vão ter um centro de treinamento
possivelmente em Americana (interior de São Paulo). A Confederação
também irá disponibilizar bicicletas top para eles e para a elite.
Já os ciclistas da elite vão poder se preparar no
Velódromo
A previsão é que até janeiro os
selecionados possam treinar no CT do Rio. O grande ganho, segundo o
técnico da seleção, Claudio Diegues, será o suporte que o Comitê
Olímpico Brasileiro (COB) irá oferecer nas áreas de psicologia,
nutrição e fisiologia. A idéia também é criar uma seleção
permanente para os velocistas e preparar os meio-fundistas em
provas de estrada.
A falta de tradição do Brasil na pista é
porque o ciclismo de estrada é mais barato e bancado pelas equipes,
enquanto que o outro é pelas federações. O objetivo é tentar um
subsídio para que os atletas de pista possam se dedicar ao
treinamento.
O modelo de trabalho a ser seguido é o da
Inglaterra onde a bicicleta é popular até entre as mulheres que vão
trabalhar de vestido e pedalando. Em competições de pista os
ginásios lotam. No Brasil, por falta de estrutura, a maioria dos
atletas opta pelas provas de estrada.
Austríaco é banido do esporte
O ciclista Christian Pfannberger foi
banido do esporte após seu teste ser positivo em um exame de
doping. A informação é da agência antidoping da Áustria, que
anunciou que o atleta não poderá participar de nenhuma competição
oficial da modalidade.
O austríaco, de 30 anos, foi flagrado
após usar a substância EPO no último mês de março, quando estava se
preparando para o Giro da Itália com a equipe russa Katusha.
Pfannberger foi suspenso provisoriamente por sua equipe e pela
União Ciclista Internacional (UCI), que o impediu de participar da
competição. O ciclista austríaco já havia sido suspenso por dois
anos por doping com testosterona em 2004.
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