Por ROBERTO VIEIRA
O chão de ferro viu nascer o fio de esperança.
Poesia em movimento.
Fernando Morais pensou que ele seria o rei do Brasil.
Engano.
O menino maluquinho Paolo Rossi não quis.
O anjo pornográfico o considerava não menos que santo.
O irmão do anjo sonhou que ele era um Deus.
Magro com o perfil do Aleijadinho.
Minas.
Drummond, o Roberto, apresentou-lhe Hilda.
Mas Hilda amou Valentim.
A camisa do moleque de Itabirito ardeu em chamas.
Mão seca.
Rastilho de pólvora.
A seleção era um grande sertão veredas.
Bota ponta!
Volta, Telê!
As palavras em Minas são curtas e tardias.
Baú de ossos assassinado na escuridão.
Travessia.
Quando você foi embora fez-se noite no futebol.
Máscaras singulares.
Ídolos de pano.
Oitenta anos, Telê.
Oto Vieira não estava errado.
Lembra do Bangu?
Tinha medo de Didi.
Descobriu-se perdido em ti.
Sabino dizia que a bola tinha encontro marcado.
Um encontro marcado com quem mais a amava.
Tinha um Telê no meio do caminho.
No meio do caminho tinha um Telê no clube da esquina.
Primeiro campeão brasileiro.
Um 14 Bis surge no céu anunciando que estamos perdidos em Abbey Road.
Ou será no Sarriá?
Quando você chegou ao céu teve festa do divino.
Tutu à mineira.
Tem quem prefira 1994.
São os grandes mentecaptos.
Convocaram novamente a canarinho.
Canarinho que é página virada no coração do torcedor brasileiro.
Ontem.
Descobri uma foto sua no DVD do Skank.
1951.
Você tinha vinte anos.
Véspera de decisão.
Jurando jogar com limpo contra o Bangu.
Quer saber?
Só mesmo você, Mestre Telê...
por Juca Kfouri às
00:01

Telê Santana
Telê Santana da Silva (Itabirito, 26 de julho de 1931 - Belo Horizonte, 21 de abril de 2006) foi um dos mais importantes treinadores da história do futebol brasileiro.
Telê Santana, o "mestre Telê", técnico da seleção brasileira de futebol por duas vezes, começou a jogar futebol ainda na década de 1940, no América Recreativo de São João del Rey (MG), cujo técnico e presidente era seu próprio pai. Depois passou para o time juvenil do Fluminense e, como atacante, se tornou campeão carioca em 1951.
No ano seguinte, passou à equipe titular e foi escalado na ponta-direita. Sua equipe conquistou o título carioca com dois gols de Telê na final contra o Bangu. Telê ficou no Fluminense até 1962. Passou ainda pelo Madureira, o Guarani e encerrou a carreira de jogador no Vasco, em 1965.
Como jogador era habilidoso apesar do corpo franzino que lhe valeu o apelido de "Fio de Esperança". Não chegou à seleção brasileira apesar de ter sido campeão carioca pelo Fluminense em 1951 e 59, campeão do Torneio Rio-São Paulo em 1957 e do Torneio Roberto Gomes Pedrosa - Rio-São Paulo em 1960.
Foi como treinador que Telê Santana conquistou a fama e o reconhecimento. A primeira experiência como técnico foi no próprio Fluminense, comandando a equipe juvenil em 1967. Mais tarde assumiu interinamente a equipe profissional, conquistou o Campeonato carioca de 1969 e foi confirmado no cargo.
Foi ainda campeão mineiro pelo Atlético em 1970/1988, campeão brasileiro pelo mesmo Atlético em 1971 e Campeão gaúcho pelo Grêmio em 1977.
Em 1979 realizou um excelente trabalho no Palmeiras, garantindo assim o comando da seleção brasileira no Mundial da Espanha em 1982. Infelizmente, o Brasil foi derrotado pela Itália e acabou sendo eliminado. Aceitando a um convite, Telê passou a trabalhar no futebol árabe como técnico do Al Ahli.
Em 1986, na Copa do México, o técnico voltou a dirigir a Seleção Brasileira, mas graças à derrota adquiriu a fama de "pé-frio". No final de 1989, Telê voltou a dirigir o Palmeiras, mas deixou o clube após o fracasso no Paulistão de 90. No mesmo ano, o técnico assumiu o São Paulo conquistou um recorde de títulos: Campeão Paulista nos anos de 1991/92, Campeão Brasileiro em 1991, Campeão da Taça Libertadora em 1992/93, Campeão Mundial Inter Clubes em 1992/93, Campeão da Super Copa - 1993 e Campeão da Recopa em 1994.
Em 1996, Telê deixou o São Paulo. Sua última passagem pelo futebol não chegou a se concretizar: no início de 1997, foi contratado pelo Palmeiras. Entretanto, com problemas de saúde, não chegou a assumir o cargo.
Em 2003, ele foi submetido à cirurgia para amputação de parte da perna esquerda. Em março de 2006 voltou a ser hospitalizado, vindo a falecer no mês seguinte, aos 74 anos.



A extraordinária
jogada de Maradona, que gerou o gol,de Caniggia. Argentina 1-0.
24 DE JUNHO DE 1994 BRASIL 3 x 0
CAMARÕES




Flu 1975:Em pé: Félix
(tricampeão mundial 1970), Toninho, Edinho, Silveira, Zé Mário e
Marco Antonio (tricampeão mundial em 1970). Agachados: Gil,
Cléber, Manfrini, Roberto Rivellino (tricampeão mundial em
1970) e Zé Roberto. 
MANFRINI NO BOTAFOGO:
Não conquistou títulos,mas fez parte da equipe que ficou invicta 52
partidas entre 1977 e 1978. Em pé:Zé Carlos, Beto, Osmar,
Wecsley, Renê e Rodrigues Neto; agachados:Cremílson, Mendonça, Dé,
Manfrini e Paulo César. A foto: Revista Manchete.
´ TÍTULOS: - Campeao
Brasileiro em 1972 pelo Palmeiras; - Campeão
Carioca em 1973 - Fluminense; - Campeão da Taça
Guanabara em 1975 pelo Fluminense; - Campeão
Carioca em 1975 pelo Fluminense. - Campeão do
Torneio Internacional de Paris 1976 pelo Fluminense.
UMA MÁGOA DO JOGADOR:
"TINHA ABSOLUTA CONVICÇÃO QUE SERIA
CONVOCADO PARA A COPA DO MUNDO DE 1974. PELO QUE JOGUEI EM 1973
MERECIA UMA CHANCE. PERDI O EMBALO".
"EU NÃO QUERIA SAIR DO FLUMINENSE.
GOSTAVA DAS PESSOAS. GOSTAVA DAS LARANJEIRAS. GOSTAVA DA
TORCIDA. FALEI COM O PRESIDENTE HORTA. MAS A DECISÃO FOI TOMADA
CONTRA A MINHA VONTADE".
MANFRINI FALA: 
































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